Rio Grande do Norte tem segunda menor taxa de divórcio do Brasil

Crédito da foto: EBCO estado está empatado com o Amapá na segunda colocação com taxa de 1,2%
A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2018 mostra que o Rio Grande do Norte tem a segunda menor taxa geral de divórcio do Brasil. O levantamento foi publicado nesta quarta-feira, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o órgão, o estado está empatado com o Amapá na segunda colocação com taxa de 1,2%. Só a população piauiense tem se divorciado menos: 0,9. Das unidades da federação, Rondônia apresenta a maior taxa, 3,8. A média brasileira é 2,6. Com 1,6, a população do Nordeste é a que menos se divorcia entre as grandes regiões do Brasil.
A taxa geral de divórcios é obtida pela divisão do número de divórcios pelo número de habitantes, multiplicando-se o resultado por mil. Nesta pesquisa, foram considerados os divórcios das pessoas de 20 anos ou mais de idade concedidos em primeira instância ou realizados por escrituras extrajudiciais, excluindo-se a população sem declaração de idade.
Casamentos no RN estão abaixo da média brasileira
No Rio Grande do Norte, a taxa de nupcialidade legal é de 5,3 pessoas para cada grupo de mil habitantes. Esse número é menor do que a média do Nordeste (5,6) e a do Brasil (6,4). Em outras 15 unidades da federação, os casamentos também estão abaixo da média brasileira. A taxa de nupcialidade legal fornece uma dimensão do número de registros de casamentos em relação à população em idade de casar (15 anos ou mais). O recorte é sempre feito por mil habitantes.
Número de casamentos cai 1,6% entre 2017 e 2018
Os brasileiros estão se casando menos. Em 2018, foram registrados 1.053.467 casamentos civis, contra 1.070.376 de 2017 – uma redução de 1,6%. Houve aumento apenas no Nordeste (0,8%) e no Centro-Oeste (3,3%), todas as demais regiões tiveram queda.
Mas o número de casamentos civis entre pessoas do mesmo sexo aumentou 61,7%, de 5.887 em 2017 para 9.520 em 2018, sendo que os casamentos entre pessoas do sexo feminino representaram 58,4% dessas uniões. O Centro-Oeste registrou o menor percentual de aumento nos casamentos civis dessa natureza (42,5%) e o Nordeste, o maior (85,2%).
No Brasil, para cada 1.000 habitantes em idade de casar, em média, 6,4 pessoas se uniram por meio do casamento legal em 2018. E a diferença das idades médias ao contrair a união nos casamentos de pessoas solteiras de sexos diferentes era de aproximadamente 2 anos: os homens se uniram, em média, aos 30 anos e as mulheres, aos 28 anos. Já entre os cônjuges solteiros de mesmo sexo, a idade média ao contrair a união foi de aproximadamente 34 anos para os homens e 33 anos para as mulheres.
Número de divórcios aumenta 3,2% entre 2017 e 2018
O número de divórcios concedidos em 1ª instância ou por escrituras judiciais aumentou 3,2% entre 2017 e 2018, passando de 373.216 para 385.246. Assim, a taxa geral de divórcios aumentou de 2,5‰ (2017) para 2,6‰ (2018). Entre as regiões, o Sudeste registrou a maior taxa geral de divórcio (3,1‰), ou seja, em torno de 3 divórcios para cada 1000 habitantes com 20 anos ou mais.
Houve ainda uma diminuição no tempo de duração dos casamentos: em 2008, os casamentos duravam, em média, 17 anos, passando para 14 anos em 2018. Além disso, os homens se divorciam com 43 anos, enquanto as mulheres, com 40 anos, em média.
Por tipo de arranjo familiar, 46,6% das dissoluções se deram entre as famílias constituídas somente com filhos menores de idade; 27,8% foram entre casais sem filhos; 17,3%, entre famílias somente com filhos maiores e 7,8%, entre famílias com filhos menores e maiores de idade.

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