Setor petrolífero do Rio Grande do Norte ganhará novo impulso em 2020

Crédito da foto: Extraída da internetProdução terrestre de petróleo no RN será retomada em poços maduros
Fabiano Souza/Da Redação
Dentro do Plano de Ação do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (Reate 2020),a região Oeste do Rio Grande do Norte, se preparada para a retomada da geração de empregos em Mossoró e região. 
Os investimentos na retomada da exploração de petróleo no Rio Grande do Norte se iniciaram a partir da venda dos campos “maduros” de produção pela Petrobras. A aquisição dos ativos da Petrobras (Projeto Topázio), por operadoras independentes, já garantiu uma movimentação financeira de mais de US$ 500 milhões. Quanto aos investimentos diretos, as operadoras que adquiriram esses ativos planejam investir, a curto prazo, mais de US$ 250 milhões. Vale destacar que a Potiguar E&P e a 3R Petroleum já iniciaram as atividades e já estão contratando serviços e mão de obra no mercado local.
“Uma pesquisa esta sendo realizada para que se possa precisar o número de empregos que serão gerados nessa região a partir de 2020. O Rio Grande do Norte, tem 3.550 poços em produção, conforme dados da Agencia Nacional de Petróleo (ANP), bem como tem 1.685 poços ativos, mas sem produção. A partir da compra do polo de Riacho da Forquilha, Macau-Serra e Redonda , há uma perspectiva de retomada de parte desses poços. Não tenho um dado preciso, mas acredito que algo próximo 10% desses poços podem voltar a produzir. Vale destacar que, com a aquisição dos 19 blocos exploratórios na Bacia Potiguar no último leilão da Rodada Permanente e os projetos em andamento, temos perspectivas de perfuração de mais de 50 poços nos próximos três anos. Empresas como a Geopark, Phoenix e Imetame estão com projeto de perfuração em andamento”, destaca Gutemberg Dias presidente da Redepetro.
Ainda segundo ele, a retomada da produção tem uma grande importância para a geração de emprego, haja vista que, quanto mais se produz óleo, mais se demanda mão de obra. Um estudo da Abespetro indica que, para cada emprego gerado direto na indústria do petróleo, outros dois são induzidos na cadeia de fornecimento e mais oito postos são gerados pelo efeito renda. “Dessa forma, essa atividade tem um papel importantíssimo de retomada da geração de empregos no Estado e, principalmente, em Mossoró. Ainda é importante frisar que os salários pagos na indústria petrolífera chegam a ser três vezes maiores que os demais segmentos industriais” acrescenta.
Novas empresas começam a atuar no setor petrolífero no RN
De acordo com a Redepetro existe duas frentes de entradas de novas empresas no Rio Grande do Norte, uma a partir da aquisição de blocos exploratórios na ANP e outra a partir das aquisições dos ativos da Petrobras em função do programa de desinvestimento dela. Nesse sentido,  no Estado possui a PetroVictory, uma empresa nova, que adquiriu 15 blocos exploratórios no último leilão da Rodada Permanente e, pela aquisição de ativos da Petrobras, as empresas Potiguar E&P e 3R Petroleum.
“A curto prazo, a Potiguar E&P e 3R Petroleum já iniciaram o processo de instalação de suas bases na região, haja vista que os campos adquiridos já estão em processo de transferência de operação. Já a PetroVictory deve iniciar as operações em 2020. Vale destacar que outras empresas já operam na região como a Geopark, Imetame, Phoenix, Ubutun, Partex, Sonangol entre outras.”, relata Gutember Dias.
No caso da empresa E&P, existe um compromisso da empresa de atuar no Estado com uso de 95% da mão de obra local, ou seja, na cidade em que a empresa se instalar a prioridade será pela utilização de mão de obra local.

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