Areia Branca quase um século depois, terra de tantos talentos e de muitos encantos


O antigo Tirol retratado neste belo quadro pintado pelo saudoso Antônio Tavernard

Nesta terça-feira, 22, feriado municipal, Areia Branca está completando 92 anos de emancipação política e administrativa. Entre as muitas peculiaridades, destacam-se as suas potencialidades turísticas e econômicas. Além do petróleo e energias renováveis, o município é um dos maiores produtores de sal marinho do Brasil.
Sobre a sua origem, os registros históricos contam que vários colonos pescadores decidiram se estabelecer na região chamada Areias Brancas, na ilha de Maritacaca, nos idos de 1860.
Durante a guerra do Paraguai, de 1865 a 1870, Areias Brancas serviu de refúgio para os que fugiram do recrutamento militar enviados para ali por Francisco Gomes da Silva, o “Chiquinho Gomes da Barra”, residente na Barra do Mossoró.
Quem primeiro construiu casa de tijolo nas Areias Brancas foi Gorgônio Ferreira de Carvalho, no ano de 1867. Algum tempo depois, em 1873, foi construída a primeira escola e a capela de Nossa Senhora da Conceição que permaneceu de pé até o ano de 1877. Em 1885, após oito anos da demolição a capela foi reconstituída pelos fiéis.
Em 1872, Areias Brancas era distrito de Mossoró, com a denominação de Areia Branca. No ano de 1892, por meio do Decreto Estadual nº 10, de 16 de fevereiro, Areia Branca foi desmembrado de Mossoró e elevada à condição de município.
Há controvérsias sobre a data correta da emancipação política do município, que é comemorada em 22 de outubro. Segundo alguns pesquisadores, o correto seria festejar o aniversário da cidade a partir de 16 de fevereiro de 1892 e não a partir de 22 de outubro de 1927.

Visual do Cais Tertuliano Fernandes, com a Igreja Matriz em destaque (Foto: Maria Silva – Dorinha)

De uma forma ou de outra, Areia Branca é um município próspero que vem se destacando como uma das promessas turísticas da região da Costa Branca. Seu potencial nesse aspecto é riquíssimo. Possui cerca de 42 quilômetros de litoral, onde se estendem praias belíssimas como Ponta do Mel (que virou cenário cinematográfico), São Cristóvão, Redonda (a maior, ainda pouco explorada), Morro Pintado, São José, Baixa Grande, Upanema, Praia do Meio e Pontal.
A economia é movida pela pesca, produção petrolífera, a chamada energia limpa, sal marinho e navegação (setor que já foi arrojado) que basicamente é voltada para a transferência de sal a granel para o Porto-Ilha, o terminal salineiro construído em alto mar na década de 70, que se constitui no orgulho da engenharia moderna.
Parabéns a esta bela cidade de pessoas ordeira e hospitaleira. Terra de tantos talentos e de muitos encantos. (Pesquisa e texto: Luciano Oliveira).

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