Mais de 400 pessoas esperam por transplante de córnea e renal no RN

Crédito da foto: Arquivo/Agência BrasilNo RN 214 pessoas esperam por um transplante de córneas e 195 por um transplante renal
A Secretaria de Estado da Saúde Pública (SESAP) aponta que 409 pessoas no Rio Grande do Norte esperam por um transplante de córnea e renal. No primeiro são 214 pessoas e no segundo 195 na lista.
Segundo a pasta, o renal vem obtendo desempenho cada vez mais expressivo. No primeiro semestre de 2019 o RN já realizou mais transplantes renais do que no ano passado inteiro. Em 2018 foram realizados 47 transplantes renais no RN. De janeiro a junho de 2019 já foram realizados 58 transplantes renais.
O Estado registrou no primeiro trimestre deste ano, 18,4 doadores efetivos por milhão de população (pmp), acima da média nacional que está em 16,8 doadores pmp, deixando o RN em oitavo lugar no Brasil, em doação de órgãos.
A taxa de recusa familiar que era de 65% em 2018 caiu para 40%. “Uma queda importante, mas que ainda necessita de muito trabalho no sentido de redução cada vez maior para que possamos aumentar o número de doações e consequentemente o de transplantes”, disse Raissa Marques, coordenadora da Central de Transplantes do RN.
Caminhada
A VII Caminhada pela Vida, que acontece neste sábado (28), marcará as comemorações pelo Dia Nacional da Doação de Órgãos, celebrado em 27 de setembro, e o encerramento da campanha do Setembro Verde – que chama a atenção da sociedade para o tema doação de órgãos.
Organizada pela Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap), através da Central de Transplantes do RN, a caminhada tem concentração às 7h30 no IFRN da Av. Sen. Salgado Filho, saindo às 8h com destino ao Parque das Dunas, na Av. Alexandrino de Alencar.
“Essa mobilização em torno da doação de órgãos é fundamental para o sucesso desse trabalho, tendo em vista que em nossa legislação a doação de órgãos para transplante só pode acontecer através da autorização familiar. É importante ressaltar que sem a plena participação da sociedade não existe transplante. O esclarecimento da população é necessário para que possamos vencer preconceitos e derrubar mitos”, explicou a coordenadora.

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