Ufersa completa 14 anos e se consolida patrimônio do semiárido do NE

Crédito da foto: ReproduçãoCampus da Ufersa em Mossoró
Há exatamente 14 anos, no dia 1° de agosto de 2005, a antiga Escola Superior de Agricultura de Mossoró (ESAM) se transformava em Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), fruto do projeto de expansão do ensino superior com os programas Expandi I e Reuni, que culminou com a implantação de 14 novas universidades. A data representa um marco para a instituição que foi avaliada pelo Ministério da Educação como a 5ª melhor universidade federal do Norte e Nordeste, tendo obtido conceito quatro, numa escala cujo conceito máximo é cinco, no Índice Geral de Cursos – IGC.
Seja nas Ciências Agrárias, Sociais e Aplicadas, Exatas e Naturais, Biológicas e da Saúde ou nas Engenharias, a Ufersa tem conseguido se projetar como importante instituição de formação profissional superior. A cada semestre, cerca de 300 novos profissionais são lançados no mercado. Para o reitor da Ufersa, professor José de Arimatea de Matos, a comunidade acadêmica tem muito do que se orgulhar da instituição, que tem alcançado crescimento acelerado desde a transformação em universidade. “Acredito que essa transformação representa o maior projeto de inclusão social que possibilitou a interiorização do ensino superior, especialmente, para a nossa região, que passou a contar com cursos de nível superior do sertão central até o Oeste potiguar de forma gratuita e com qualidade”, afirma o reitor.
O professor não tem dúvida dos benefícios que a instituição proporciona para o desenvolvimento da região e do país. Os avanços são significativos e não param de crescer projetando cada vez mais a Ufersa como importante instituição de ensino superior. Hoje, são 42 cursos de graduação e 17 cursos de pós-graduação stricto sensu. Mais de 10 mil estudantes e mais de 1.300 servidores, entre professores e técnico-administrativos.
Desde a transformação, a Ufersa tem acumulado muitas conquistas, como, por exemplo, a expansão territorial para os municípios de Angicos, em 2008; Caraúbas, em 2010 e, Pau dos Ferros, em 2012. A ampliação e o aprimoramento da infraestrutura são visíveis nos quatro campi da universidade. Além das oportunidades de ingresso no ensino superior com novos cursos. As ações de ensino, pesquisa e extensão projetam a instituição país a fora e também para o mundo.
A Ufersa tem conquistado muitas premiações fruto do esforço e dedicação de seus servidores e estudantes seja nas Engenharias, no Direito, nas Ciências Agrárias, enfim, em todas as áreas que a instituição atua em seus cursos de graduação ou pós-graduação. Um exemplo são os inúmeros reconhecimentos e prêmios conquistados. Recentemente, a universidade foi contemplada com o Prêmio Destaque do Ano na Iniciação Científica e Tecnológica do CNPq, na categoria Mérito Institucional, pela participação da Ufersa no Programa Institucional de Iniciação Científica e por ter bolsistas inscritos no prêmio apresentando maior índice de egressos titulados na pós-graduação em cursos reconhecidos pela Capes. Atualmente, a Iniciação Científica na Ufersa abrange 196 discentes e 156 docentes. Ao todo, 196 bolsas estão em vigor, sendo 110 para o Programa de Iniciação Científica Institucional (PICI-Ufersa), 85 destinadas ao Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC – CNPq) e 1 voltada para o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica – Ação Afirmativa (PIBIC-AF).
A instituição passou a integrar ranking internacional de universidades da lista elaborada pela Times Higher Education (THE), instituição internacional especializada em produzir rankings universitários há mais de 50 anos. A avaliação leva em consideração cinco indicadores: ensino, pesquisa, citação, inserção internacional e captação de recursos privados. A produção científica da Ufersa foi fundamental para a instituição entrar no ranking.
Para celebrar a data, na última sexta-feira, a Assembleia Legislativa do RN promoveu na sede da universidade uma solenidade comemorativa. Na sessão solene serão homenageados o reitor José de Arimatea de Matos; professor dr. Rodrigo Nogueira de Codes; professor Francisco Praxedes de Aquino; professora dra. Ludimilla Carvalho; professor dr. Rodrigo Silva da Costa; professor dr. José Torres Filho; professora dra. Edna Lúcia da Rocha Linhares; professor dr. Francisco Edcarlos Alves Leite; professora dra. Janaína Cortez de Oliveira; o servidor terceirizado Antônio Wilson de Oliveira; o servidor aposentado Otone Viana; os técnicos Emerson Fábio da Silva Araújo, Lúcia Maria de Sousa, Francisco Alex Zuza, Rosane Fernandes de Sousa Gurgel e Fellipe Rodrigues da Silva e a estudante Pâmela Janicleia de Araújo Fernandes.


Uma universidade reconhecidamente sustentável

A Ufersa vem se consolidando como uma referência nacional em uso de energias limpas e focada na sustentabilidade. A proposta apresentada pela instituição de “Eficiência energética em sistema de iluminação e uso de fonte incentivada fotovoltaica” é a única do setor público a ser aprovada pelo edital de Chamada Pública de Projetos da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (COSERN), voltado a iniciativas cujo foco seja o consumo consciente de energia elétrica.

O resultado prevê a disponibilização de recursos na ordem de R$ 940.930,52 para investimentos em iluminação fotovoltaica na Ufersa. As soluções técnicas propostas pela universidade no pré-diagnóstico consistem na redução de consumo de energia e demanda a partir da substituição de mais de 8.600 lâmpadas do sistema de iluminação atual para LED.
Projeto de energia solar realizado pela Ufersa é aprovado pela Cosern (Eduardo Mendonça – Assecom)
O projeto contempla diversos prédios, como blocos de sala de aula, salas de professores e ambientes administrativos, além de melhoria na iluminação pública. A instituição também vai investir na implementação de uma usina fotovoltaica de 44 kWp. O pré-diagnóstico foi elaborado pela empresa Ace Energia Ltda. em parceria com a equipe do Programa de Eficiência Energética da Ufersa. Nos próximos 45 dias, será submetido à distribuidora o diagnóstico energético e o plano de Medição e Verificação (M&V), após aprovação, inicia-se a execução dos serviços de engenharia.
Em plena atividade, os resultados esperados entre o montante de energia economizada e o total de energia gerada deverá chegar a 434,67 MWh ao ano, com a redução de demanda na ponta de 48,87 kW. Todo esse planejamento deverá render à Ufersa um benefício de R$ 166.690,80 ao longo do ano.

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