Mais de 235 mil presos no Brasil sequer foram julgados, aponta levantamento

Crédito da foto: ReproduçãoSuperlotação no sistema carcerário brasileiro
Dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (INFOPEN) revelam que 32,4% das pessoas encarceradas ainda aguardam julgamentos. Os dados são referentes ao mês de junho de 2017, levantamento mais atual da Infopen.
Contendo dados de todas as unidades prisionais brasileiras, o banco de dados ligado ao Departamento Penitenciário Nacional, a Infopen divulgou relatório sobre a quantidade e situação das pessoas privadas de liberdade. Os dados são referentes ao período de 31 de dezembro de 2016 a 30 de junho de 2017.
O relatório aponta que, nas prisões brasileiras, 43,6% dos encarcerados estão em regime fechado; 16,7% cumprem penas em regime semiaberto e 6% no regime aberto. O relatório ainda revela que apenas 0,3% dos presos cumprem medidas de segurança de internação e 0,06% estão em tratamento ambulatorial.
Ainda segundo o relatório da Infopen, a população carcerária cresceu 7,1% ao ano, saindo de 232 mil presos em 2000 para 726 mil encarcerados em 2017. Os números crescentes garantem ao Brasil o 3° lugar entre as maiores populações carcerárias do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e China, primeiro e segundo lugar respectivamente.
Com o crescimento acelerado, o déficit de vaga chega a 303.112 vagas necessárias para atender a demanda dos presos atuais. A maior quantidade 114 mil vagas, seriam necessária apenas para atender os presos do regime fechado, seguido de 95 mil vagas para aportar presos em regime provisório.
Fonte: De Fato 

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