Corte de R$ 12 milhões pode inviabilizar funcionamento de todos os campi da Ufersa

Crédito da foto: Divulgação/Eduardo Mendonça/ArquivoNa Ufersa, o corte será de R$ 12 milhões, dos R$ 50 milhões para custeio
Em entrevista ao jornal Tribunal do Norte, o pró-reitor de planejamento da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), Álvaro Fabiano, contou que o corte de 30% para as universidades e institutos federais, anunciado nesta terça-feira (30), pelo ministro da educação, Abraham Weintraub, pode criar um cenário “alarmante”, com o risco de interrupção das atividades de todos os campi, em Mossoró, Pau dos Ferros, Angicos e Caraúbas.
Na Ufersa, o corte será de R$ 12 milhões, dos R$ 50 milhões para custeio. A medida vai afetar áreas consideradas essenciais para o funcionamento dos centros de ensino, como contratos de segurança, água, energia, fornecimento de alimentação e de bolsas de estudo.
 “Se mantiver essa posição, o segundo semestre será de dificuldade. É muito preocupante. Estamos reunidos no encontro anual para prestação de contas à sociedade e o reitor abriu sua fala dizendo que está preocupado com esse corte”, disse o pró-reitor ao jornal natalense.
Segundo Álvaro Fabiano, a assistência estudantil, como pagamento de bolsas e subsídio para alimentação no restaurante universitário também poderão ser afetados. Por dia, cerca de 1.500 estudantes usam o restaurante universitário. Para esse ano, R$ 8 milhões foram destinados para bolsas e alimentação na Ufersa.
Em nota, o MEC disse que o critério para o bloqueio no orçamento “foi operacional, técnico e isonômico para todas as e institutos, em função da restrição imposta pelo governo”.
O corte era previsto apenas para a UnB (Universidade de Brasília), UFF (Universidade Federal Fluminense) e UFBA (Universidade Federal da Bahia), como a pasta havia anunciado anteriormente.
No mesmo dia, o ministro Abraham Weintraub confirmou o bloqueio de verba das três instituições ao jornal O Estado de S. Paulo. Na entrevista, ele afirmou que as universidades tiveram seus orçamentos bloqueados por fazerem “balbúrdia”, e mencionou o baixo desempenho acadêmico.
"Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas", disse o ministro. Weintraub afirmou, ainda, que as universidades têm permitido que aconteçam em suas instalações eventos políticos ou festas inadequadas ao ambiente universitário, e disse que as instituições deveriam estar "com sobra de dinheiro" para fazer "bagunça e evento ridículo".
O corte será forma isonômica para todas as universidades, no segundo semestre, o que pode ser reavaliado frente a um cenário econômico "positivo" --no caso, a aprovação da nova Previdência.

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