Mulheres no Rio Grande do Norte que trabalham ganham menos que os homens

Crédito da foto: EBC/ArquivoMulher do RN sofre preconceito e discriminação no mercado de trabalho
Levantamento sobre registro do Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mostra que o Rio Grande do Norte teve queda de 0,736 para 0,731 entre 2016 e 2017. Os números divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram que o Rio Grande do Norte foi um dos seis estados do Brasil que registrou queda.
Apesar da redução, o valor ainda é considerado alto, de acordo com a pesquisa. No país, houve crescimento de 0,776 para 0,778. Além do RN, Acre (-0,010), Roraima (-0,006), São Paulo (-0,005), Distrito Federal (-0,004) e Pernambuco (-0,003) tiveram reduções nos índices.
Dos três fatores analisados pelo estudo que envolvem a longevidade, educação e renda, mostra que o estado só apresentou redução no quesito renda. O RN desceu de 0,698 para 0,680, foi a maior queda do país entre 2016 e 2017. Na longevidade, o estado saltou de 0,828 para 0,849, valor considerado muito alto. Já na educação, o número potiguar saiu de 0,617 para 0,677, mas ainda é o 7° menor do Brasil.
Na separação por sexo, o índice do RN se mostrou favorável aos homens. De acordo com o estudo, o sexo masculino teve total de 0,742 enquanto o feminino ficou em 0,712. No estudo, observa-se que os quesitos longevidade e educação apresentam dados melhores para as mulheres. Contudo, na renda, os homens levam vantagem.
Se levado em conta o quesito longevidade, os homens tiveram 0,783 e as mulheres, 0,917. Em educação, o sexo masculino teve 0,638 enquanto o feminino ficou com 0,719. No IDHM Renda, os homens 0,722 e as mulheres 0,620.
Na análise por cor, o IDHM do Rio Grande do Norte possui diferença de 0,051. O total para brancos ficou em 0,758 e para os negros ficou em 0,707. Para o ano de 2017, os índices dos três quesitos são favoráveis aos brancos.
Na longevidade para brancos é de 0,858 e de 0,816 para negros. Já em educação, o valor é de 0,716 para brancos e 0,656 para negros. E na renda, os índices ficaram 0,710 e 0,660, respectivamente.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal da Região Metropolitana de Natal teve redução de 0,769 para 0,752, sendo a maior queda do país. Por outro lado, no quesito longevidade a RMN aumentou de 0,808 para 0,828 e é o 6ª no país.
Na educação, a RM de Natal teve a terceira maior redução, caindo de 0,731 para 0,712. O estudo registrou redução ainda no quesito renda, que desceu de 0,754 para 0,720.
Além da região de Natal, outras sete – Cuiabá, São Paulo, São Luís, Maceió, Recife, Macapá e Curitiba – também registraram reduções no IDHM.

IDHM-L registra crescimento em todas as UFs
O IDHM-L das UFs brasileiras, em 2017, foi a única dimensão que apresentou tendência de crescimento em todas as 27 UFs. Dezenove destas encontravam-se na faixa de muito alto desenvolvimento humano e as demais UFs na faixa de alto desenvolvimento humano. Em 2017, a diferença entre a UF brasileira com a maior esperança de vida (Distrito Federal) e a de menor esperança de vida (Maranhão) totalizava 7,52 anos.
Por fim, com relação à dimensão Renda no ano de 2017, quatro UFs possuem IDHM-R dentro da faixa de muito alto desenvolvimento humano para a população branca, enquanto somente o Distrito Federal está na faixa de muito alto desenvolvimento humano também para a população negra. Contudo, o Distrito Federal é também uma das UFs com maior diferença entre o IDHM-R de brancos e negros. Amazonas é o estado com maior diferença (0,137), seguido pelo Distrito Federal (0,114) e pela Bahia (0,105). Destaca-se também a diferença no índice de 0,196 na renda entre brancos que residem no Distrito Federal (0,917) – renda mais alta do país (R$ 2.406,59) – e negros que residem no Maranhão (0,607) – renda mais baixa do país (R$ 349,93).
A análise dos resultados para os grupos de homens e mulheres nas UFs demonstra um comportamento diferente do que foi evidenciado nos resultados destacados para o Brasil. Com base no IDHM-Ajustado, o índice dos homens, como demonstrado anteriormente, é superior ao apresentado pelas mulheres. Contudo, ao analisar os dados por UFs, percebe-se que 15 das 27 UFs possuem valores melhores para as mulheres que para os homens. Com exceção de Rondônia, esse comportamento é observado em todos os estados das regiões Norte e Nordeste. O contrário acontece nas UFs do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

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