Guamaré é o sexto município do país com maior gasto per capita em Saúde

Crédito da foto: DivulgaçãoGuamaré gastou em média R$ 2.298,86 em saúde por cada habitante em 2017
O município de Guamaré é o sexto do país que mais gastou na saúde de cada habitante durante o ano de 2017. Os dados fazem parte de análise feita pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) sobre o valor médio aplicado pelos gestores municipais com recursos próprios em Ações e Serviços Públicos de Saúde (ASPS).
De acordo com os dados declarados no Sistema de Informações sobre os Orçamentos Públicos em Saúde (Siops), do Ministério da Saúde, Guamaré gastou em média R$ 2.298,86 por cada habitante em 2017. A cidade ficou de municípios como Pinhal da Serra (Rio Grande do Sul), Barueri (São Paulo) e Paulínia (São Paulo).
Entre os mais altos valores per capita naquele ano, estão os das duas menores cidades do País. Com apenas 839 habitantes, Borá (São Paulo) lidera o ranking municipal, tendo aplicado R$ 2.971,92 para cada um dos 812 munícipes. Em segundo lugar, aparece Serra da Saudade (Minas Gerais), cujas despesas em ações e serviços de saúde alcançaram R$ 2.764,19 por pessoa.
Gasto médio é de R$ 403,37
Ainda segundo a análise do Conselho Federal de Medicina, cerca de 2.800 municípios brasileiros gastaram menos de R$ 403,37 na saúde de cada habitante durante todo o ano de 2017.
O levantamento mostra, por exemplo, que os municípios menores (em termos populacionais) arcam proporcionalmente com uma despesa per capita maior.
Em 2017, nas cidades com menos de cinco mil habitantes, as prefeituras gastaram em média R$ 779,21 na saúde de cada cidadão – quase o dobro da média nacional identificada. Além disso, os municípios das regiões Sul e Sudeste foram os que apresentaram uma maior participação no financiamento do gasto público em saúde, consequência, principalmente, de sua maior capacidade de arrecadação.
Entre os que tiveram menor desempenho na aplicação de recursos, estão três cidades de médio e grande porte, todas situadas no estado do Pará: Cametá (R$ 67,54), Bragança (R$ 71,21) e Ananindeua (R$ 76,83).
Entre as capitais, Campo Grande (MS) assume a primeira posição, com gasto um anual de R$ 686,56 por habitante. Em segundo e terceiro lugares aparecem São Paulo (SP) e Teresina (PI), onde a gestão local desembolsou, respectivamente, R$ 656,91 e R$ 590,71 por habitante em 2017.
Em desvantagem, estão situadas Macapá (AP), com R$ 156,67; Rio Branco (AC), com R$ 214,36; além de Salvador (BA) e Belém (PA), onde os valores ficaram próximos de R$ 245 por pessoa.
Fonte: CRM/RN

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