Professores da Uern podem aprovar indicativo de greve no próximo dia 20

Crédito da foto: ArquivoUniversidade pode enfrentar nova paralisação
Professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) podem aprovar indicativo de greve no próximo dia 20. A decisão de pautar a possibilidade de paralisação das atividades foi tomada em assembleia realizada nesta segunda, 12, pela Associação de Docentes da Uern (ADUERN).
A categoria cobra do Poder Executivo Estadual pagamento dos salários em dia, bem como melhores condições de trabalho e regularização do 13° referente ao ano de 2017 para aqueles que ganham acima de R$ 5 mil. “É necessário discutir estratégias de pressão ao governador Robinson Faria”, destacou a Aduern.
Além do encaminhamento de discussão sobre a possibilidade de paralisação das atividades, o encontro também aprovou uma série de ações buscando garantir a regularização dos salários e condições de trabalho mais adequadas. Dentre esses, destaca-se a realização de audiências com a reitoria da Uern para discutir o auxílio-saúde e a Gratificação de Técnico de Nível Superior (GTNS).
“Outro ponto discutido com bastante ênfase pelos professores e professoras presentes na assembleia da Aduern foi a necessidade de rearticular a luta contra a retirada de direitos”, pontuou a Associação, acrescentando que nesse sentido foi aprovada a criação de Frente em Defesa da Escola sem Mordaça, que reunirá docentes, estudantes, técnicos e militantes que se oponham ao projeto Escola Sem Partido. Evento de lançamento da Frente acontece no auditório da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais (FAFIC) no dia 26 deste mês, a partir das 8h.
Também ficou encaminhada a participação na reunião do Fórum dos Servidores Estaduais, na qual será discutida a realização de um ato unificado no próximo dia 27 na Governadoria do Estado, protestando contra os atrasos salariais e o não pagamento do 13°.

RELEMBRE
Ao longo da gestão Robinson Faria, a Uern enfrentou duas greves que, juntas, somaram 274 dias de paralisação. A primeira greve, no ano de 2015, com 147 dias de duração, foi a maior da história da instituição. A segunda, entre novembro de 2017 e março deste ano, totalizou 127 dias. As cobranças eram relacionadas, entre outros temas, à atualização dos salários dos servidores, mesmo problema ainda enfrentado pela categoria.

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