Incêndio no Museu Nacional do Rio é o fim de uma instituição sem tamanho, fim de um acervo insubstituível



Vista aérea do Museu Nacional do Rio (Foto: Reprodução)

Mais antiga instituição histórica do país, o Museu Nacional do Rio foi fundado por D.João VI, em 1818. É vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com perfil acadêmico e científico. Tem nota elevada por reunir pesquisas raras, como esqueletos de animais pré-históricos e múmias.
O local foi sede da primeira Assembleia Constituinte Republicana de 1889 a 1891, antes de ser destinado ao uso de museu, em 1892. O edifício é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
No acervo, com cerca de 20 milhões de itens consumidos pelas chamas no início da noite deste domingo, 2, havia diversificação nas peças, pois reunia coleções de geologia, paleontologia, botânica, zoologia e arqueologia. Havia, ainda, uma biblioteca com livros com obras raras.
O Museu Nacional do Rio oferecia cursos de extensão e pós-graduação em várias áreas de conhecimento. Para esta semana, era esperado um debate sobre a independência do país. No próximo mês, estava previsto o IV Simpósio Brasileiro de Paleontoinvertebrados no local.
De acordo com Renato Franco, historiador especializado em Brasil Colonial, o Museu Nacional possuía um acervo que representa uma patrimônio não só para a história do Brasil, mas para a história do mundo. “Era um acerco etnográfico incrível, é difícil conseguir ter uma dimensão da grandeza desse acervo porque é riquíssimo da historia da botânico no Brasil, pra cultura etnográfica indígena e africana”, disse.
“É impactante e chega a ser emocionante ver tudo sendo destruído rapidamente. Eu não sei exatamente como ressaltar a grandeza desse acervo e a enorme perda. É o fim de uma instituição sem tamanho, fim de um acervo insubstituível”, lamentou Renato Franco.
Fonte: Agência Brasil

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