Professores da Uern encerram greve após 127 dias de paralisação e nenhum ganho

Está encerrada a greve dos professores da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN).
A decisão foi tomada agora pouco, em votação, na assembleia geral extraordinária realizada pela Associação dos Docentes (ADUERN).
Foram 175 votos contra a continuidade; e 161 pela manutenção da greve.
O resultado não surpreende. Não havia mais clima, nem apoio político, para a continuidade do movimento.
Os professores, que não tem uma participação política próxima da Aduern, há tempo defendia o fim da greve.
Os estudantes, que não são influenciados politicamente pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE), também pressionavam para o fim do movimento.
Os docentes voltam ao trabalho com uma mão na frente e outra atrás. Nenhum ganho; nenhum avanço; absolutamente nada.
Pelo contrário. A greve afetou a Uern profundamente, dando vazão ao discurso cruel que a Universidade é um “peso” para o Estado, quando, na verdade, a instituição tem importância fundamental para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte.
O governo embarcou na onda dos que são contra a Uern. Não deu menor cartaz ao movimento dos professores. Não apresentou uma só contraproposta às reivindicações da categoria, que queria apenas a atualização dos salários e um calendário de pagamento.
O governador Robinson Faria (PSD) não se preocupou com a Uern, muito menos com os grevistas.
Portanto, foram 127 dias de paralisação; dois períodos letivos perdidos. Pior para os estudantes; pior para os pais de estudantes; pior para a Uern; pior para a sociedade.
NOTA DO BLOG: Agora são os professores da rede estadual de ensino que aprovam indicativo de greve geral a partir da próxima quinta-feira (22). A categoria reclama que o Governo do Estado ainda não implantou o novo piso nacional do magistério, com data retroativa ao dia 1o de janeiro.
Fonte: Blog Cesar Santos

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