Souza solicita mobilização para evitar colapso do abastecimento de água na região Oeste


Souza volta a externar preocupação com a crise hídrica no interior do Estado (Foto: Eduardo Maia/ALRN)
A estiagem e os efeitos da seca voltaram a ser assuntos tratados no plenário da Assembleia Legislativa. Durante sessão plenária nesta terça-feira, 22, o deputado Manoel Cunha Neto, “Souza” (PHS), chamou a atenção para a situação do abastecimento na região de Mossoró e solicitou a mobilização da bancada federal em torno da construção da adutora Sertão Central Cabugi para viabilizar o abastecimento dos municípios.
“O Rio Grande do Norte tem enfrentado uma longa e duradoura estiagem que tem atingido frontalmente os níveis dos reservatórios. Segundo estudos, a Barragem Armando Ribeiro Gonçalves só terá água para atendimento no seu nível considerado “morto” até 30 de novembro deste ano. Isso implicaria num colapso do abastecimento desses municípios”, disse Souza.
De acordo com o deputado, a adutora Sertão Central Cabugi abrange uma população superior a 500 mil pessoas nos municípios de Mossoró, Assu, Pedro Avelino, Itajá, Angicos, Fernando Pedrosa, Lajes, Pedra Preta, Caiçara do Rio dos Ventos, Jardim de Angicos, Carnaubais, Pendências, Macau, Guamaré, Alto do Rodrigues e Riachuelo.
Para Souza, a exemplo do que aconteceu em relação à Adutora de Engate Rápido do Seridó, é imprescindível a mobilização da bancada federal, da Assembleia Legislativa, prefeitos e vereadores e da sociedade civil para garantir a construção da adutora Sertão Central Cabugi. “Tenho informações de que há necessidade de liberação de R$ 88 milhões, sendo R$ 66 milhões para a construção de uma adutora com essas mesmas características, que sairia de Afonso Bezerra até Pendências. Esse trecho estratégico beneficiaria os municípios de Pendências e Macau, que já são atingidos com a crise hídrica”.
O parlamentar destaca ainda que pelo menos R$ 22 milhões seriam investidos na mudança do local de captação dentro da Barragem Engenheiro Armando Ribeiro Gonçalves, para garantir o atendimento a Mossoró, Assu e Serra do Mel. “Precisamos nos antecipar ao problema com urgência, para que não tenhamos em seguida de atuamos de forma reativa e com pouca eficácia após o agravamento dessa situação”.

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