PMDB e PP conseguem conter número de dissidentes e azedam dia do governo

Dia decisivo em Brasília e Parlamentares pró-impeachment se manifestam em sessão da Câmara (Evaristo Sa/AFP)
BRASÍLIA - Se o otimismo prevalecia no Palácio do Planalto na manhã deste sábado (16), o clima piorou um pouco ao anoitecer na véspera da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) na Câmara dos Deputados. 
De acordo com fontes, a presidente teria lamentado a interlocutores o êxito das novas manobras de PMDB e PP, partidos que tinham as duas maiores bancadas da base aliada do governo antes de se decidirem pelo desembarque. Com movimentos bem distintos entre si, as legendas conseguiram conter o número de dissidentes e azedaram o humor dos governistas. 
Após restringir sua bancada a votar a favor do impedimento de Dilma, o PP ameaçou expulsar os parlamentarem que não seguissem a orientação da sigla. Com isso, conseguiu reverter pelo menos três votos a favor dos oposicionistas: de André Abdon e Toninho Pinheiro, que mantinham mistério sobre como votariam neste domingo (17), e de Nelson Meurer, que já tinha apontado que apoiaria o governo. 
No mesmo sentido, três peemedebistas também estariam mais próximos do vice-presidente Michel Temer (PMDB): João Arruda e Flávio Reis, além do ministro licenciado da Aviação Civil. Este último teria dito que mesmo gostando de Dilma, não poderia ser desleal com o PMDB. Os dois primeiros, por sua vez, não tinham acenado para nenhum lado até então e fomentavam uma esperança entre os governistas. "O governo está contando com 20 votos do PMDB para chegar a soma de 172 votos. Com essas mudanças, tudo fica mais arriscado", disse a O Financista uma fonte próxima ao núcleo do governo. 
Fonte: Agencia Brasil

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