Contra Cunha e Temer, cresce discurso por novas eleições

Temer e Cunha estão na mira da Justiça e dos Brasileiros 


Em reação a continuidade do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, decidida no domingo (17) pela Câmara dos Deputados, políticos contrários a um governo Michel Temer, com apoio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e setores do PT estão engrossando o coro por novas eleições.
Embora seja incipiente entre os petistas e tratada com ressalvas para não deixar a impressão de assunção da incompetência da presidente Dilma, a ideia tem sido apontada como uma saída.
Há ainda um temor de que a defesa por novas eleições neste momento signifique que o governo “jogou a toalha” e reconhece que não tem chances de enterrar o impeachment no Senado.
A própria presidente Dilma não descartou completamente a sugestão de novas eleições. Questionada, ela respondeu apenas que todas as alternativas são passíveis de avaliação, "mas eu não estou avaliando isso agora”.
convocação de novas eleições, já defendida anteriormente pelo presidente do Senado,Renan Calheiros(PMDB-AL), também ganhou corpo entre um seleto grupo de senadores.
“Essa proposta é dar ao povo o que é do povo, queremos que a população decida quem será o próximo presidente da república. Com a democracia tudo, sem a democracia nada. Assim, estamos contribuindo para uma grande conciliação, para que o país volte a crescer”, disse Paulo Paim (PT-RS), em nota.
Na avaliação do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), as ruas rejeitam a chapa Dilma-Temer. “A melhor solução para uma crise política excepcional é uma medida excepcional. Que o povo decida o que é melhor para o Brasil, nesse momento. Precisamos devolver à soberania popular, ao eleitor brasileiro, o direito de escolha dos novos mandatários da Nação."
Para tirar a proposta do papel, é preciso que o Congresso aprove uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC). A medida, porém, deve encontrar resistência, principalmente na Câmara, onde o impeachment já foi aprovado por maioria absoluta, exatamente o mesmo tanto de votos necessários para aprovar a PEC. Teria que contar ainda com aval do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Correligionário de Temer, que se beneficia com o impeachment, é Cunha quem instala a comissão da PEC na Câmara.
Fonte: Agência Brasil

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